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Experiência do colaborador impacta resultados das empresas

Você provavelmente já ouviu falar em experiência do consumidor. Esse é um conceito cada vez mais presente em empresas que buscam melhorar os resultados de seus negócios. De forma simplificada, a ideia é a de que as organizações devem administrar adequadamente todos os possíveis pontos de contato com o cliente, esteja ele em busca de produtos ou serviços (desde a configuração de uma loja até o transporte e a logística). Afinal, os clientes estão cada vez mais exigentes e buscam atender necessidades cada vez mais específicas. 

E experiência do colaborador, você conhece? “É a soma de interações entre organizações e seus empregados. Essa experiência impacta a forma como eles pensam, sentem e desempenham”, explica Tracy Maylett, CEO da DecisionWise, consultoria focada em employee experience, autor de diversas publicações sobre engajamento de colaboradores, lideranças, gestão de pessoas e mudanças organizacionais. 

Quando a experiência do colaborador é positiva, ela resulta em engajamento, “um estado emocional que faz você se sentir apaixonado e comprometido com o seu trabalho”. E engajamento gera resultados financeiros. “Uma das coisas que as pessoas começam a ver agora é que pessoas com excelentes experiências nas empresas também fazem os consumidores terem excelentes experiências. Então as empresas começam a prestar mais atenção na experiência do empregado”, pontua Maylett. A equação é simples EX (experiência do empregado) = CX (experiência do consumidor). 

Esse foi o tema central do HSM HR Conference 2019, realizado em São Paulo, nesta terça-feira (19). O evento reuniu, entre os participantes, gestores de empresas de transporte de todo o Brasil, em uma atividade de capacitação voltada ao aprimoramento da gestão de pessoas, promovida pela CNT (Confederação Nacional do Transporte), pelo SEST SENAT e pelo ITL (Instituto de Transporte e Logística). “O transporte gera muitos empregos no país. A participação desses profissionais é fundamental para termos um desenvolvimento na qualidade dos serviços prestados. Além disso, colaboradores engajados são essenciais para o sucesso das empresas e para o alcance de melhores resultados”, diz o presidente eleito da CNT (Confederação Nacional do Transporte), Vander Costa. 

O engajamento ocorre no que Maylett chama de contrato psicológico do emprego – “o contrato não escrito, implícito, que traz as expectativas do indivíduo sobre a relação com o empregador. Quando esse contrato é honrado, é o que engaja”, esclarece. Aí o colaborador envolve mente (criatividade e inovação), mãos (execução), espírito (satisfação) e coração (paixão) naquilo que faz. 

As cinco chaves para obter engajamento


MAGIC.
A sigla vem do inglês e faz referência às palavras: significado (meaning), autonomia (autonomy), crescimento (growth), impacto (impact) e conexão (connection). Segundo Tracy Maylett, essas são as cinco chaves para elevar o engajamento dos colaboradores: 

1) O trabalho precisa ter um propósito para o indivíduo; 
2) O colaborador deve ter o poder de moldar o seu trabalho para alcançar desempenho melhor;
3) O colaborador precisa ser desafiado para obter progresso pessoal e profissional;
4) O funcioário precisa sentir o impacto de seu esforço para os resultados da organização;
5) O trabalho deve gerar conexões sociais, para que todos se sintam parte de algo maior.

“As organizações que alcançam os estágios mais elevados de engajamento são as que atraem e retém talentos”, explica.

Mas quem engaja? Segundo Maylett, a organização e o gerente (ou a chefia imediata) criam o ambiente propício para o engajamento. Ele destaca, por exemplo, que quando o gerente está comprometido com o trabalho e com suas metas, os empregados ficam 213% mais engajados. Contudo, em última instância, somente o indivíduo pode decidir se quer fazer isso, ou não.  ​