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UberAIR: entenda a ideia por trás do táxi voador da Uber

​O Brasil entrou no mapa da Uber para o ambicioso projeto de táxi voador que a companhia desenvolve com parceiros ao redor do planeta. As cidades de Rio de Janeiro e São Paulo são cogitadas como ambientes urbanos propícios a receber a iniciativa UberAIR, cuja proposta é desafogar o tradicional congestionamento terrestre por meio de veículos voadores repletos de tecnologia. A ideia é seguir os passos de helicópteros, com aeronaves disponíveis via aplicativo de celular, tal qual acontece atualmente com os carros que integram a rede da Uber em solo.

Para além do projeto moderno, os brasileiros têm um motivo a mais para se orgulhar: a Embraer figura entre as companhias que auxiliam a Uber no desenvolvimento das novas tecnologias. Ao menos por enquanto, foram convocados os funcionários da base da Embraer na Flórida, nos Estados Unidos.

O táxi voador deve entrar em testes em 2020. Ainda há muito a ser implementado, mas quando a data chegar, a proposta é de levar até quatro pessoas em voos com velocidade superior a 200 km/h. Pequenas bagagens seriam aceitas.

Veículos assim vão partir de helipontos e terraços de edifícios, com direito a decolagem na vertical – mesmo procedimento para pouso, aliás. As principais empresas do setor argumentam que a atual infraestrutura é crucial para aproveitar as novas oportunidades do transporte aéreo. Também é apontado como importante o uso de eletricidade e baterias para alimentar as aeronaves, em vez de combustível fóssil.

O projeto piloto de mobilidade pelo ar prevê duas importantes regiões do país. Para chegar a este resultado, a Uber divulgou alguns requisitos. Por exemplo, devem ser áreas metropolitanas com população superior a 2 milhões de habitantes. Igualmente prioritário é ter um aeroporto de grande porte cujo trajeto demore mais de uma hora a partir do Centro. A Uber requer ainda a existência de diversos modais de transporte, para que sejam testadas soluções interligando todos eles. 

Em nota, os criadores esclarecem que não são esperados incentivos fiscais por parte dos municípios escolhidos para o projeto, chamado de Elevate, ou “elevação” em português. Engenheiros trabalham atualmente em protótipos para entregar os veículos num prazo inferior a dois anos. A expectativa da Uber é de que a modalidade Air esteja disponível nos smartphones de milhões de clientes a partir de 2023.

Portanto, daqui a cinco anos, a estimativa é de que uma viagem da Avenida Paulista à cidade de Campinas dure 18 minutos, muito menos do que as atuais mais de duas horas. O preço inicial seria de US$ 143 por viagem. O progresso da tecnologia faria com que o valor caísse para somente US$ 24 no longo prazo, ainda segundo a Uber.