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Britânicos prometem salto em tecnologia de táxi voador elétrico

Por Redação ITL

A Rolls-Royce, até hoje, é famosa pelos carros que levam sua marca. No entanto, uma empresa coirmã promete dar um salto na tecnologia empregada na produção de veículos elétricos voadores: a Rolls-Royce Holdings anunciou planos para uma aeronave desse tipo com a surpreendente autonomia de 800 km, bem superior aos 25 km vistos em iniciativas similares. O veículo poderia – em tese – fazer a ponte aérea Rio-SP sem precisar reabastecer.

Para chegar ao resultado, a companhia britânica utiliza turbinas a gás para gerar a eletricidade necessária para o funcionamento do novo aparato, classificado como EVTOL. A sigla em inglês indica decolagens e pousos elétricos na vertical, mesmo princípio dos drones. A semelhança não para por aí: a Rolls-Royce aposta em seis rotores para garantir a propulsão vertical e horizontal. O eixo da aeronave é cortado por uma estrutura horizontal no lugar das asas – onde ficam esses dispositivos.

As especificações divulgadas pela fabricante trazem números interessantes, como a velocidade máxima de 400 km/h. Seria cerca de metade do alcançado por um avião de carreira. Na cabine iriam por volta de quatro a cinco tripulantes, segundo as projeções iniciais.

Os criadores da iniciativa argumentam que seriam necessárias poucas modificações na infraestrutura aeroportuária atual, visto que o EVTOL da Rolls-Royce Holdings teria capacidade de decolar e pousar a partir de qualquer heliponto ou heliporto existente.

De acordo com a fabricante, o EVTOL seria usado em transporte individual de passageiros, transporte público, pelo setor de logística e em atividades militares. O público-alvo amplo traria mais interessados a participar do projeto. A expectativa é que os primeiros superdrones decolem a partir da primeira metade dos anos 2020, desde que encontrem um modelo comercial “viável”.

Os engenheiros da Rolls-Royce não estão sozinhos na busca por uma espécie de táxi voador. Há iniciativas similares em fase de desenvolvimento na Airbus em parceria com a Audi, na Uber e em um misteriosa empresa financiada por Larry Page, o bilionário cofundador da gigante tecnológica Google.